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Biografia de Radamés Gnatalli

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Biografia de Radamés Gnatalli

Radamés Gnatalli (1906 1988) WIKI
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Radamés Gnatalli e Jacob do bandolin

Radamés Gnattali

Nasceu na cidade de Porto Alegre em 27 de janeiro de 1906, e seu falecimento se deu na cidade do Rio de Janeiro em 13 de fevereiro de 1988.

De muitas qualidades musicais e um talento excepcional, foi músico-instrumentista, compositor, pianista, arranjador e maestro especializado em choro.

Estudou com Guilherme Fontainha no Conservatório de Porto Alegre; na Escola Nacional de Música, com Ângelo França. Terminou o curso de piano em 1924 e fez concertos em várias capitais brasileiras, viajando também como violista do Quarteto Oswald, desde então passou a fazer composição e orquestração.

Durante trinta anos trabalhou na Rádio Nacional onde formou sólido métier (houve quem acusasse seu talento como orquestrador popular e seu amor pelo jazz de interferirem em suas obras intencionalmente "clássicas").

Em 1960 embarcou para Europa, apresentando-se num sexteto que incluía Acordeão, Guitarra, Bateria e Contrabaixo. "Escreveu em estilo neo-romântico com sabor bem brasileiro" (Vasco Mariz).

Nos anos 70, no auge do regime militar no Brasil, fazer música com letra se tornou uma tarefa arriscada. A liberdade de expressão foi reprimida e os organismos de censura vetavam qualquer insinuação de crítica ao regime político vigente. Como quase todas as letras eram censuradas, sobrou pouco espaço para a música popular brasileira. Tal conjuntura incentivou o renascimento da música instrumental e o interesse por compositores populares como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga e Jacob do Bandolim. Foi uma época em que os jovens músicos resgataram as fontes da música brasileira, sobretudo o samba e o choro. Era comum encontrar compositores veteranos, como Cartola, Candeia, Donga e João da Baiana cercados de jovens músicos.

Foi contemporâneo de compositores como Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Anacleto de Medeiros e Pixinguinha. Na década de 70, Radamés foi de grande valia para o movimento de redescoberta do choro, incentivando jovens instrumentistas como Raphael Rabello, Joel Nascimento e Mauricio Carrilho, e para a formação de grupos de choro como o Camerata Carioca. Também compôs obras importantes para o violão, Orquestra, concerto para piano e uma variedade de choros.

Radamés Gnatalli ao lado de Heitor Villa-LobosTambém foi parceiro de Tom Jobim, o qual citou no dia de seu funeral: Não fiquem tristes, o Radamés agora sou eu. No seu círculo de amizades, ilustres compositores e músicos como Tom Jobim, Cartola, Heitor Villa-Lobos, Pixinguinha Donga, João da Baiana, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandez e Camargo Guarnieri.

Homenagens

 

Quando comemorou 70 anos de idade (1976), foi homenageado com a gravação da Cantata Maria Jesus dos Anjos para coro, orquestra e narrador, com texto de Bororó, baseado nos pontos de umbanda. Radamés não apreciava as homenagens, as inúmeras entrevistas, matérias em jornais, que, segundo ele, nada mais eram do que falta de assunto na imprensa brasileira. O seu notório mau-humor só assustava àqueles que não o conheciam. Na intimidade, o maestro demonstrava uma extrema generosidade com os que tinham verdadeiro interesse pela boa música, mas era impiedoso com aqueles que considerava maus músicos. Certa vez, convidado para reorganizar uma orquestra numa cidade do interior, respondeu à diretora, que lhe perguntara sobre a possibilidade de melhorar a orquestra: "Claro que sim. É só mudar todos os músicos. (Máximo, João. No popular, um clássico. Jornal do Brasil. 14.02.1988).

Em janeiro de 1983, recebeu o Prêmio Shell na categoria de música erudita; na ocasião, foi homenageado com um concerto no Teatro Municipal, que contou com a participação da Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, do Duo Assad e da Camerata Carioca. Em maio do mesmo ano, numa série de eventos em homenagem a Pixinguinha, Radamés e Elizeth Cardoso apresentaram o recital Uma Rosa para Pixinguinha e, em parceria com a Camerata Carioca, gravou o disco Vivaldi e Pixinguinha. Radamés foi um dos mestres mais requisitados nesse período, demonstrando uma jovialidade que encantou novos chorões como Joel Nascimento, Rafael Rabello e Maurício Carrilho. Nasceu assim uma amizade que gerou muitos encontros e parcerias. Em 1979 surgiu, no cenário da música instrumental, o conjunto de choro Camerata Carioca, tendo Radamés como padrinho. Comentário de um dos integrantes do grupo: "O maestro sabe de tudo! Para falar a verdade acho que ele é mais jovem que qualquer um de nós".

A saúde começou a fraquejar em 1986, quando Radamés sofreu um derrame que o deixou com o lado direito do corpo paralisado. Em 1988, em decorrência de problemas circulatórios, sofreu outro derrame, falecendo no dia 13 de fevereiro de 1988 na cidade do Rio de Janeiro.

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